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Pare de Pagar Juros Abusivos: Saia do Ciclo da Dívida

Pare de Pagar Juros Abusivos: Saia do Ciclo da Dívida

27/11/2025 - 05:52
Robert Ruan
Pare de Pagar Juros Abusivos: Saia do Ciclo da Dívida

Em um cenário econômico onde a taxa Selic atingiu 15%, milhões de brasileiros enfrentam o peso crescente da dívida, sufocando sonhos e orçamentos familiares.

Com um juro real de 9,44%, o segundo mais alto do mundo, o acesso ao crédito se tornou um labirinto de armadilhas financeiras que aprisiona até os mais cautelosos.

Mais de 72 milhões de inadimplentes refletem uma crise profunda, onde o ciclo da dívida parece inescapável, mas há esperança e soluções práticas para romper essas correntes.

Introdução ao Problema

A economia brasileira vive um paradoxo perigoso: inflação controlada, mas juros estratosféricos.

Em 2025, a Selic subiu para 15%, mantida pelo Copom, enquanto o IPCA ficou em 4,46%, dentro da meta.

Isso cria um juro real exorbitante que limita o crescimento e aumenta a dívida pública em bilhões.

Para as famílias, o impacto é direto: crédito mais caro e inadimplência em níveis históricos.

Projeções indicam uma queda para 12,25% em 2026, mas o dano já está feito, com milhões presos em dívidas.

Por que os Juros São Abusivos?

O Banco Central não estabelece um teto fixo, mas publica taxas médias mensais por modalidade de crédito, servindo como referência.

Juros são considerados abusivos quando excedem significativamente essa média, sem justificativa clara, violando o Código de Defesa do Consumidor.

Em muitos casos, taxas acima de duas vezes a média do BC são julgadas como excessivas, permitindo ações legais.

Isso ocorre principalmente em empréstimos pessoais não consignados, onde a falta de garantia eleva os riscos e os custos.

O cartão de crédito e modalidades similares também escondem armadilhas, com juros que podem superar 150% da média, conforme decisões judiciais.

Para entender melhor, veja a tabela abaixo que resume as modalidades mais críticas:

Histórias Reais e Números

Os dados são alarmantes: cerca de 72 milhões de brasileiros, mais de 43% da população adulta, estão inadimplentes, um recorde histórico.

Isso inclui 70 milhões ligados a modalidades de alto juro, segundo a Serasa, com tempo médio de atraso crescendo.

Casos judiciais revelam abusos flagrantes, como o do Banco BMG, onde o Tribunal de Justiça de SP determinou perícia em contratos.

No TJ-MT, um "cartão consignado" foi revisado como empréstimo comum, com juros acima de 150% da média, levando a ajustes.

Essas decisões mostram que a justiça está atenta, baseando-se em médias de mercado para proteger os consumidores.

  • Tribunal de Justiça de SP: Perícia em contratos do BMG por critérios abusivos.
  • TJ-MT: Revisão de cartão consignado com juros excessivos.
  • STJ e tribunais estaduais: Rotina de reduções baseadas no CDC.

Ciclo da Dívida Explicado

O ciclo começa com juros altos que sufocam o orçamento familiar, criando uma bola de neve da dívida difícil de parar.

Com menos espaço para gastos essenciais, muitas famílias recorrem a mais empréstimos, agravando a situação.

A informalidade no mercado de trabalho piora isso, pois renda instável dificulta o pagamento.

Em 2026, espera-se aumento do endividamento, mesmo com desemprego baixo, devido à persistência de taxas elevadas.

Esse ciclo não apenas afeta indivíduos, mas toda a economia, reduzindo consumo e investimentos.

  • Juros altos consomem caixa familiar, limitando compras e imprevistos.
  • Informalidade agrava a vulnerabilidade financeira.
  • Endividamento cresce, alimentando inadimplência recorde.

Soluções Práticas

Para sair do ciclo, é essencial agir de forma estratégica e informada.

Primeiro, consulte as taxas médias do Banco Central para comparar com seus contratos e identificar abusos.

Se suspeitar de excessos, busque ações judiciais: perícias podem revelar irregularidades e levar à revisão.

Em casos reconhecidos, é possível obter recálculo da dívida, substituição por média de mercado, devolução de valores e até dano moral.

Evite crédito caro sempre que possível, e priorize renegociações diretas com instituições financeiras.

  • Consultar taxas médias BC regularmente.
  • Entrar com ação judicial para revisão contratual.
  • Buscar perícia em contratos suspeitos.
  • Renegociar dívidas com base em médias de mercado.
  • Evitar novas modalidades de alto juro.

Panorama 2026

As projeções do mercado indicam uma queda da Selic para 12,25% ao ano até o fim de 2026, o que pode trazer algum alívio.

No entanto, os riscos persistem: recorde de falências e recuperações judiciais é esperado para empresas, devido a juros altos e incertezas eleitorais.

Para as famílias, a vulnerabilidade financeira deve aumentar, com endividamento contínuo mesmo com a queda projetada.

Os efeitos sociais são profundos, exacerbando desigualdades, com lucros bilionários de bancos contrastando com o arrocho familiar.

  • Queda da Selic para 12,25% em 2026.
  • Aumento de falências empresariais.
  • Crescimento do endividamento familiar.
  • Agravamento da desigualdade social.

Chamado à Ação

Não se resigne a pagar juros abusivos; seu direito à justiça financeira é fundamental.

Denuncie abusos às autoridades, como Procon e BC, e busque apoio jurídico para quebrar o ciclo da dívida.

Compartilhe histórias e números para conscientizar outros, criando uma rede de apoio contra práticas predatórias.

Lembre-se: cada ação conta, e a mudança começa com informação e coragem para enfrentar o sistema.

Juntos, podemos transformar essa realidade e construir um futuro mais justo e equilibrado.

  • Denunciar abusos a órgãos de defesa do consumidor.
  • Buscar assistência jurídica para revisões.
  • Educar-se sobre taxas e direitos financeiros.
  • Agir coletivamente para pressionar por mudanças.
Robert Ruan

Sobre o Autor: Robert Ruan

Robert Ruan